Dono de uma herança milionária, o tio de Suzane Von Richthofen foi encontrado morto, na própria casa, há quase um mês abrindo espaço para uma disputa em família pelo seu patrimônio. E também pela liberação do corpo, que colocou em lados opostos a mulher condenada por participação no assassinato dos pais e Carmem Silvia Magnani, prima do médico e que alega ter tido uma união estável com Miguel.
Foi Carmem quem conseguiu a liberação para o sepultamento. Dias depois, um primo do médico foi à delegacia e revelou o desaparecimento de alguns móveis da casa de Miguel, proprietário desse imóvel no Campo Belo (herdado do pai) e também de uma sala comercial nas proximidades de Santo Amaro e Butantã, todos na capital de São Paulo. A informação é da coluna "True Crimes", do jornal "O Globo".
E agora um novo capítulo é escrito. Em processo, Suzane confirma ter ido à casa do tio e retirado do local o carro Subaru XV, avaliado em R$ 200 mil. Condenada por participação na morte dos pais, a hoje empresária alegou "medida emergencial" para "preservar o espólio" do tio e que o veículo hoje está em "local seguro" e "sem ser usado", ficando no aguardo de uma decisão da Justiça.
Acontece que, por ora, não há inventariante escolhido. Vale lembrar que foi esse tio quem, em 2002, conseguiu que a sobrinha fosse declarada indigna de receber uma parte da herança dos pais, Manfred e Marísia, irmã de Miguel. Na época do duplo assassinato, o patrimônio dos Von Richthofen foi calculado em R$ 10 milhões, curiosamente metade do valor da herança de Miguel, que não deixou testamento.